quinta-feira, 21 de abril de 2011

SP lança programa para treinamento de cães-guias

Após adestramento, animais serão doados a pessoas com deficiência visual. Centro de referência será construído na USP.


O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (20) o lançamento do Programa Cão-Guia. O anúncio feito pelo governador Geraldo Alckmin prevê a construção de um centro de referência na USP, que será o primeiro centro público no país para treinamento de cães-guias.
Após o adestramento, os animais serão doados a pessoas com deficiência visual. Cães da raça labrador serão treinados por seis meses.



fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/04/governo-de-sp-lanca-programa-para-treinamento-de-caes-guias.html




segunda-feira, 18 de abril de 2011

Entidade liberta 500 cães que seriam abatidos para consumo na China

Caminhão foi parado em rodovia de Pequim neste domingo (17).
Cães seriam abatidos para consumo humano.

 
Grupo de protetores de animais libertam cachorros na Associação de Proteção Animal após um caminhão que levava 500 cães ter sido parado em rodovia de Pequim.

Os 500 cachorros seriam abatidos e vendidos como carne

domingo, 17 de abril de 2011

Em Brasília, protesto pede o fim do uso de animais em pesquisas


Protesto foi realizado na frente do Ministério de Ciência e Tecnologia.
Grupo carregava faixas pedindo a libertação dos animais
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Manifestantes fizeram um protesto neste sábado (16), em frente ao Ministério de Ciência e Tecnologia, em Brasília, contra o uso de animais em experimentos de laboratório. Carregando faixas e usandos roupas brancas manchadas com tinta vermelha, que representava sangue, os manifestantes pediram que os animais deixem de ser usados em pesquisas. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
 
fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/04/em-brasilia-protesto-pede-o-fim-do-uso-de-animais-em-pesquisas.html 

Novo caso aumenta para 13 número de golfinhos mortos no sul da BA

Balanço registra ocorrências nos últimos dois meses e meio. Animal foi encontrado sexta-feira em praia de Porto Seguro.

      A região sul do estado registrou mais um caso de encalhe de golfinhos. Na tarde de sexta-feira (15), um animal foi encontrado morto na praia por uma moradora de Porto Seguro, em uma das praias da Área de Proteção Ambiental Caraíva-Trancoso.
      Este é o segundo animal morto em sete dias e o 13º em dois meses e meio. Segundo a ONG PAT Ecosmar, este último é uma femea da espécie boto-cinza (sotalia guianensis) de pouco mais de dois metros de comprimento.
      Ainda de acordo com a ONG, dos13 golfinhos, somente um chegou na praia ainda vivo, mas morreu pouco mais de dois dias depois do encalhe. A necropsia revelou uma infeção generalizada, com deterioração do pulmão direito e úlceras no estômago e intestino.
      O elevado número de animais mortos em um curto período de tempo preocupa os ambientalistas da região, que já informaram os órgãos ambientais de fiscalização.








sábado, 5 de fevereiro de 2011

Filosofia Utilitarista

      Algumas pessoas recomendam a leitura de livros do Peter Singer, nomeadamente “Libertação Animal” ou “Ética Prática”, como tratando-se de livros de defesa dos direitos dos animais, mas tal é absurdo. É sempre bom conhecer diferentes visões sobre um tema, mas não se pode confundir utilitarismo com direitos. Peter Singer NÃO defende os direitos dos animais nem a abolição da exploração animal. Peter Singer é um utilitarista e, para ele, os animais podem continuar a ser explorados, desde que o façamos sem lhes causar sofrimento (o que só é possível em sonhos) ou que daí se retirem benefícios que o “justifiquem”.
      A filosofia utilitarista rejeita a noção de direitos e defende que as acções devem ser avaliadas consoante as consequências que delas resultam, escolhendo-se a acção que maximize os benefícios para todos os afectados. De acordo com Peter Singer, podemos dar-nos ao “luxo” de comer carne1 se os animais forem criados e abatidos de forma “humana” e podemos continuar a utilizar animais para experiências científicas2 desde que estas sejam proveitosas. Ou seja, para os utilitaristas, os fins justificam os meios. Peter Singer até admite o bestialismo3 (relações sexuais com animais de outras espécies) se o acto for mutuamente satisfatório. Em contraponto, quem defende os direitos e o valor inerente de cada indivíduo, jamais pode admitir sexo não-consensual (e nenhum animal não-humano pode dar consentimento para relações sexuais com humanos, da mesma forma que as crianças não podem).
      Devemos nós perguntar a um violador qual o prazer que retira da violação para pesar esse prazer face ao sofrimento da vítima? A maioria de nós rejeita imediatamente e em absoluto uma teoria moral que sequer coloque este tipo de questões. Contudo, aplicada aos animais, a teoria utilitarista dá jeito, pois permite considerar os animais como seres sem valor intrínseco e continuar a usá-los para os nossos fins — o que talvez explique a popularidade da obra de Peter Singer entre muitas organizações e “defensores” dos animais que promovem a reforma da exploração animal, ao invés de promoverem a abolição da mesma.


1. Entrevista de Peter Singer à revista The Vegan, Outono de 2006
2. “Animal guru gives tests his blessing”, The Observer, 26 de Novembro de 2006
3. Peter Singer, “Heavy Petting”, 1 de Março de 2001

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Abatedouros de Vidro

Infelizmente, como um povo que parou no tempo, vivemos em um mundo que a cada dia reflete mais e mais uma realidade que parecia ter sido eximida do cotidiano social. Acreditando que animais prenhes tem a carne mais macia, um ganho de peso muito maior, e que os olhos da Vigilância são cegos, produtores insistem ainda em mandar para o abate animais em gestação inicial ou mesmo adiantada.
Uma realidade difícil de ser controlada e até mesmo descrita, tanta crueldade que ultrapassa todo e qualquer preceito social, filosófico ou até mesmo espiritual repassada do pai para o filho durante milhões de anos.
É inestimável tanto sofrimento, uma vaca pendurada pelos membros posteriores, pescoço dilacerado, e mesmo assim ainda luta pelo seu segundo coração que pulsa freneticamente no seu corno uterino, mas ela não tem escolha, se ao menos pudesse falar, mas mesmo que falasse não seria poupada, afinal o “ser humano” precisa de uma fonte proteica que seja ANIMAL para se saciar.
Assim vai dia vem dia e mais e mais animais nesse estado são abatidos, e quando desce aquele monte de vísceras, vem a expectativa “será que tem um feto aí no meio”, pois é tem um feto aí no meio, útero gravídico, gestação do corno esquerdo, animal no terço final da gestação, e eis a questão o que fazer? Denunciar basta? Acho que não!
Soltar na mídia esta triste realidade e abrir os olhos da população? Acho que adiantaria. Pelo menos assim nossos governantes abririam os olhos aos nossos animais, que tanto se “oferecem” para nosso bem estar e tentariam mudar essa verdadeira carnificina.
Expor o problema regional ou nacionalmente, além da condenação da carcaça, aplicar pesadas multas aos produtores que destinaram esses animais ao abate, não se calar diante das situações, não deixando que se tornem só mais uma, seriam algumas alternativas. Mas como eu disse vai dia e vem dia e desce aquele monte de vísceras, “será que tem feto aí dentro?”
Isso realmente só deixaria o mundo de olhos abertos se os abatedouros tivessem paredes de vidro. Sábia Vigilância Sanitária que condena, e toma-lhe prejuízo ao produtor.

Por: Renato dos Santos

Posse responsável - AMAA*

A decisão de comprar ou adotar um animal de estimação, seja ele de raça ou sem raça definida, deve levar em conta o compromisso que se está assumindo perante o animal e a própria sociedade.

A expectativa de vida de um cão ou gato é de 10 a 15 anos e, com os avanços da medicina veterinária, da melhora da qualidade da alimentação e do tratamento dispensado aos animais, é cada vez menos raro animais de estimação que ultrapassam os 20 anos.

É preciso ter em mente que o animal precisa de cuidados diários: água, comida, carinho, limpeza do ambiente em que vive, etc. Além disso, o filhote (tão engraçadinho e pequeno, que até parece um bichinho de pelúcia) cresce, troca sua dentição (e como nos bebês humanos, isso incomoda, coça e dá-lhe morder tudo o que encontra pela frente) e não nasce sabendo onde fazer suas necessidades fisiológicas (também como os humanos, ele precisa ser ensinado).

Depois de cerca de um ano, o animal atinge a idade adulta e daí vem outras questões: será que o espaço que dispomos para o animal comporta um cão do tamanho que o lindo filhote atingirá? O que fazer com os filhotes do meu animal? Onde deixá-lo quando viajamos?

Além disso, seja um bichinho de raça ou sem raça nenhuma, ele precisa de vacinas, ele adoece, ele envelhece e com isso precisa de cuidados especiais, o que envolve custos financeiros cada vez mais elevados.

Por isso tudo, nunca se deve esquecer que bicho não é brinquedo, sente dor, frio, fome e medo. Se ‘enjoar’ do animalzinho, não se pode simplesmente jogá-lo na rua (isso é crime previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98 - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9605.htm ), é sua obrigação encontrar um novo lar para ele e atendê-lo até encontrar este novo lar. Depois disso, ainda que você não sinta saudades dele, ele certamente nunca se esquecerá de você.

Se ainda assim você sentir uma vontade enorme de ter um amigo de quatro patas e assumir todos esses compromissos, PARABÉNS! Você acaba de escolher para sua vida momentos de pura felicidade, amor sincero, incondicional e companhia constante.


extraido de: http://amaa-fw.blogspot.com/

*Associação dos Melhores Amigos dos Animais - AMAA

 

domingo, 17 de outubro de 2010

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 300, DE 2008

Revendo um pouco da história: Os proprietários e criadores de 17 raças de cães consideradas perigosas ainda podem circular com seus animais sem correrem o risco de fiscalização tranquilamente. O projeto de lei que prevê multa para quem circular com os animais sem coleira, focinheira e corrente, naquele momento foi deixado para quarta-feira, dia 10 de março. O texto aguarda sua aprovação desde 2008 e é de autoria do senador Valter Pereira (PMDB-MS), o que até o atual momento (16 de outubro de 2010) aguarda maiores discussões e aprovação.
        A expectativa estava voltada para a quarta-feira, 3 de março, data prevista para a votação, o que não ocorreu devido a agenda lotada da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Segundo a assessoria de imprensa da casa, o projeto de lei nº 300/2008 propõe a responsabilidade civil e penal de proprietários e criadores de 17 raças em caso de ataque. As penas podem variar de três meses de prisão por lesões corporais simples, até 20 anos, caso seja comprovado homicídio doloso (quando o dono incita o cão a atacar), os animais só poderão circular em lugar público com coleira, corrente e focinheira.

Raças referidas nos textos:

Rottweiler, Fila, Pastor Alemão, Mastim, Dobermann, Pit Bull, Schnauzer Gigante, Akita, Boxer, Bullmastife, Cane Corso, Dogue Argentino, Dogue de Bordeaux, Grande Pirineus, Komondor, Kuvasz e Mastiff.

        O PL prevê que ficará a cargo das prefeituras fiscalizarem a lei, bem como apreenderem e até sacrificarem o animal em caso do não pagamento da multa. O texto também prevê a castração dos Pit Bulls existentes em todo território nacional, bem como a sua reprodução, o que exterminaria a raça em poucos anos.

Até o momento o projeto se encontra em estado de: 
04/08/2010 ATA-PLEN - SUBSECRETARIA DE ATA – PLENÁRIO
        A Presidência comunica que foi anexada cópia do Aviso nº 1.091, de 16 de julho último, do Ministro de Estado da Saúde, em resposta ao Requerimento nº 190, de 2010, ao processado da presente matéria, que continua com a tramitação interrompida, aguardando resposta ao Requerimento nº 191, de 2010. A matéria ficará na Secretaria-Geral da Mesa aguardando as informações solicitadas. À SGM. (última Publicação em 05/08/2010 no DSF Página(s): 40105, atualizado em 16 de agosto de 2010; 15h16min).

O link que segue abaixo relata passo a passo o estado atual do PL n° 300/2008)
( clicar em PDF - verssão para impressão)
 
Análise dos fatos: É notório que nos últimos anos, a mídia de modo geral procurou definir um novo padrão de comportamento para diversas raças caninas, e isso se deve ao fato de ataques isolados. Citando como exemplo a raça Rottweiler, atualmente no Brasil temos cerca de 20 mil nascimentos por ano, se com esse número tão grande de nascimentos os números de ataques são tão ínfimos nesta raça, em que se baseia tal senador para incluir esta raça em uma já injusta lista?
        Perceba que os cães das raças consideradas agressivas são utilizados em diversos serviços a comunidade, alguns exemplos são:
         - Cães de policia – Cães utilizados pela polícia para a realização da guarda e proteção da comunidade e patrimônio de qualquer cidade.
         - Cães de resgate – Cães utilizados para rastrear e apontar vítimas de desastres.
         - Cães terapeutas – Cães utilizados na recuperação e tratamento de pacientes com deficiencias físicas e mentais. (postagem referente dia 18/07/10).
       Já que essas raças são tão agressivas, como pode um cão ser utilizado na terapia de crianças com deficiencias? Bom, note ai a falta de conhecimento do caríssimo senador Valter Pereira (PMDB-MS) mais uma vez.
       Os cães são animais adapatáveis aos humanos, por isso são chamados animais de estimação. Neste caso é fácil concluir que todo e qualquer cão recebe uma carga de conhecimento proveniente do que lhe é passado por humanos.
       Cães que já se envolveram em ataques, em sua totalidade são cães de proprietários irresponsáveis, os quais devem sim ser considerados culpados pelos ataques, e não seus cães.
       Atualmente no Brasil existem inúmeras associações que regem as raças citadas no projeto. Estas associações cuidam da regulamentação da criação em âmbito nacional, definindo regras de criação para estas raças. Nestes regulamentos podemos citar um ponto simples, mas que demonstra a impossibilidade de um projeto como este ser levado a sério, como:
  - Para a realização da criação e seleção, deve ser seguido o padrão da raça definido pela associação máxima mundial, a FCI, situada na bélgica.
       Pra esclarecer melhor o ponto citado acima, significa que todo e qualquer criador deve seguir o padrão da raça que cria. O padrão do Rottweiler em relação ao comportamento diz o seguinte todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.
       Outro ponto importante do padrão diz o seguinte:
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: é, basicamente, amigável e pacífico,muito apegado, adora crianças, fácil de se conduzir e ávido por trabalho. Sua estampa revela primitivismo, é autoconfiante, com coragem e nervos firmes. Sempre atento a tudo que o cerca, reage com grande presteza.
       Isso quer dizer que estes são os requisitos básicos para um cão da raça rottweiler, o que mostra que de forma alguma é um cão agressivo, toda e qualquer citação diferente deve ser desconsiderada e atribuida ao dono irresponsável.

       Questionamento: Em um acidente de carro um motorista embreagado causa uma tragédia, de quem é a culpa?

A- Do carro
B- Do Motorista
C- Da bebida alcóolica

Se a sua resposta foi B, ficamos mais tranquilos, pois você entende realmente que o homem é responsável por tudo que está sob sua responsabilidade.

Irresponsábilidade deste projeto
- É muito mais simples julgar algo sem ter conhecimento.
- O ganho de votos com alguns gatos pingados favoráveis a esta lei.
- A lei é mais agressiva que qualquer cão de qualquer raça.
- Por que votaram na lei de posse responsável? (Projeto de lei PLC 41/00 de autoria do ex-deputado Cunha Bueno, e que regulamenta a propriedade, a posse, o transporte e a guarda responsável de cães. O projeto já foi aprovado na Câmara e está em tramitação no Senado, liberando a criação e reprodução de quaisquer raças em território nacional, sendo a periculosidade de cada animal avaliada, individualmente, pelo Médico Veterinário no ato da sua vacinação).
- As pessoas devem ser responsáveis por seus animais, e não o contrário.